segunda-feira, 19 de julho de 2010

Procura-se um amigo...

Vinicius de Moraes



Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.





sábado, 17 de julho de 2010

De que é feita uma amizade?


Engraçado, eu sempre fiquei pensando em que momento da vida foi criado esse sentimento….a amizade.

Quem será que compôs o primeiro par de amigos da face da terra?
Fico imaginando que eles devem ter tido muitas dificuldades nesse relacionamento, afinal foram os pioneiros em dar carinho, aparar arestas, serem muitas vezes incompreendidos e ainda assim estarem sempre de braços abertos para receber o outro quando preciso.
Bom, mas o tempo passou e hoje já sabemos muitas coisas sobre amizade.
Há de ser entender que a amizade não é algo somente que nos traz alegrias e esse é o maior desafio dela. Há de se aceitar que se pode ter amigos diferentes de nós, em raça, religião, temperamento, criação, cultura. Isso na verdade não é importante na amizade.  


Há de se saber que as regras principais da amizade são o respeito, a consideração, a tolerância e a humildade.

O respeito é primordial, aliás em qualquer tipo de relacionamento ele se faz necessário. Pessoas tem seus limites e esses limites devem sempre serem respeitados. O fato de termos amizade e intimidade com alguém , não nos dá o direito de violar certas regras que estão implícitas em uma amizade.


A consideração é um fator muito importante também. Não adianta sermos tudo de bom para alguém e nos momentos mais delicados e necessários para esse alguém, não termos a consideração que se resume na atenção devida. 
Espera-se mesmo que a amizade, como qualquer outro sentimento, seja uma via de mão dupla. Não existe a possibilidade de só darmos, jamais recebermos e ainda assim sermos realizados nesse sentimento.
Não se trata de um ‘toma lá dá cá’, mas se trata de um ‘eu me lembro quando eu precisei e você esteve comigo, portanto agora você precisa e eu estou aqui’, e isso há de ser feito com um sorriso nos lábios e muito amor no coração.

A tolerância, talvez seja essa a parte principal.
Há de se entender que nenhum ser humano vive em total estado de bom humor a vida toda. Haverão dias que os ânimos não estarão bons, o coração de um deles não estará bem.
Isso sem contar que as pessoas em geral têm os mais diversos tipos de temperamentos e de atitudes.
Há de se saber que para se ter um amigo, alguns momentos desagradáveis dele teremos que suportar, passar por cima mesmo, ignorar, sabendo inclusive que ele em algum instante fará o mesmo por nós se for amizade verdadeira o que ele sente.
Há de se saber, aceitar e entender, que a perfeição em termos de ser humano não existe, cometemos todos, diversas vezes, falhas, enormes falhas. Nenhum de nós é o rei da verdade, nenhum de nós está certo o tempo todo… em algum momento o nosso amigo é que será a parte certa e por mais que o nosso orgulho nos impeça de dizer, teremos que aceitar.


A humildade há de precisar estar presente sempre.
Amigos que não convivem com isso, dificilmente conseguirão levar uma amizade avante.
Há de ser ter humildade pra dizer coisas simples:
Eu não sei, você me ensina?
Eu não consigo, você me ajuda?
Eu não posso, tenho medo, você vai comigo?
Eu errei, me perdoa?
Eu me arrependi, você me desculpa?
Eu não fui fiel a você, me dá outra chance?
Eu disse o que não devia, você pode esquecer?
Eu ando negligenciando nossa amizade, você me permite recuperar esse tempo perdido?
Ser humilde numa amizade, não significa se humilhar, significa provar ao outro o seu grau de importância na nossa vida.


Por fim, uma amizade há de ter altos e baixos sim, há de atravessar furacões, cair em abismos, há de se despedaçar toda……mas se for amizade de verdade, há de voltar, envolta em ferimentos, apoiada numa bengala, sangrando até…e há de encontrar o seu companheiro com o curativo nas mãos, amor no coração e disposto a dar o perdão!

Ser amigo, é todos os dias aprender alguma coisa nova, é sempre ter algo de que se arrepender por alguma coisa que se deixou de fazer.
Ser amigo é principalmente dividir uma emoção, saber acalentar um coração e deixá-lo voar pra longe de nós quando ele precisar.


Mas ser amigo é especialmente se recolher num cantinho e esperar esse coração voltar pra nossa mão no momento que ele achar que é bom.
(Autor desconhecido)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dia de São Pedro e São Paulo


São Pedro é tido como o guardião das chaves das portas do céu.
Por este motivo espero que nesse dia ele venha a abrir as portas de muitos corações que ficaram trancados devido a mágoas, ressentimentos e tristezas pelas chagas que a própria vida nos apresenta.
Que estes corações possam abrir-se para dar e receber o perdão.
Porque somente assim poderá florescer o amor, o carinho e a fraternidade e com estes virá a reboque a tão desejada felicidade.
Aproveite então este dia de São Pedro e faça sua reflexão e reconciliação com aqueles para quem fechou seu coração mas que porém intimamente e espiritualmente encontra-se ligado e a amar.
Abra com as chaves de São Pedro neste dia seu coração e o destino certamente te fará sorrir.

São Paulo também é festejado com São Pedro, pois os dois. foram julgados e condenados no mesmo dia.

A arte de ouvir


(*Por Barbara Wolff )
Ouvir é uma arte. Talvez um pouco esquecida, principalmente nos tempos que correm. Vivemos em uma comunidade que valoriza a informação no entanto, temos sempre tão pouco tempo e disponibilidade para simplesmente ouvir o outro. O ato de ouvir é algo fascinante e gratuito, mas infelizmente nos esquecemos disto com freqüência. Ouvimos pouco nossos filhos, nossos amigos e as pessoas com as quais convivemos diariamente. 

Afinal, por que ouvir é tão importante? Em primeiro lugar, porque o ato de ouvir carrega em si uma energia intensa e criativa. As pessoas às quais recorremos quando precisamos de ajuda são justamente aquelas que têm a disponibilidade para nos ouvir incondicionalmente, sem julgamentos ou interrupções. Em segundo lugar, porque ao contarmos um problema a um ouvinte atento, conseguimos muitas vezes achar algum tipo de resposta para nós mesmos. 

Quando somos ouvidos, as idéias começam a brotar dentro de nós, inspirando-nos certa confiança e permitindo que desabrochemos como indivíduos. Se alguém ri de suas piadas, você se torna cada vez mais engraçado e motivado a continuar entretendo as pessoas. Este é o princípio do bom ouvinte. Há uma troca de energia que nos reabastece para que não nos cansemos de ouvir o outro. 

Todos podemos ser bons ouvintes, pois temos dentro de nós essa capacidade criativa de ouvir. Muitas vezes, porém, esta qualidade desaparece atrás de uma rotina cansativa, de muito trabalho e da necessidade absurda de "fazermos tudo ao mesmo tempo agora". 
O resultado deste estresse diário é que passamos a perceber a vida a partir das bordas externas e não de nosso centro criativo, aquele que realmente dá sentido à nossa existência e nos faz continuar caminhando por vontade e não por obrigação. 

Podemos começar com pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, ouvindo realmente o outro com carinho e usufruindo melhor desta troca de energia. Que tal nos colocarmos um pouco no lugar do outro e escutarmos verdadeiramente o que ele tem a nos dizer, aproveitando para conhecê-lo melhor, sem a cobrança de um papo interessante ou de entreter os que nos ouvem? 

Se formos ouvidos com atenção, certamente respiraremos de forma mais livre, teremos mais vitalidade e uma melhor qualidade de vida. Como diria Voltaire, "o ouvido é o caminho do coração". 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Treze de Junho - dia de Santo Antônio

Santo Antônio é o Santo mais popular do Brasil e, também, é conhecido por ser o Padroeiro dos pobres, Santo casamenteiro, sempre sendo invocado para se achar objetos perdidos. 


Para quem quer arrumar um namorado, é so pedir que quem sabe ele ajuda!!! Comigo funcionou, ele me arranjou um namorado muito demais!!! Peça com fé que da resultado.
Oração dos Namorados
          Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos.
           Faze que eu seja realista, confiante, digna e alegre. Que eu encontre um namorado que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social.
           Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Se um cachorro fosse um professor, aprenderíamos coisas assim:

*Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
*Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
*Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
*Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
*Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
*Corra, pule e brinque todos os dias.
*Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
*Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
*Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
*Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
*Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
*Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
*Se alimente com gosto e entusiasmo.
*Coma só o suficiente.
*Seja leal.
*Nunca pretenda ser o que você não é.
E o MAIS importante de tudo....
*Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

Recebi este e-mail e achei que seria legal divulga-lo aqui, apesar de não saber a autoria dele.
Ah, a foto tambem recebi numa mensagem sobre amizade.


Bom fim de semana!!!

sábado, 22 de maio de 2010

Caminhada



Sei que minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu...
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo.
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite porém, e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão a beira da estrada, que eu não pertube a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam-me, os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!
(texto de Ponsacini)