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domingo, 20 de dezembro de 2009

A Luz do Natal





A natureza da luz tem sido objeto de atenção de filósofos e cientistas desde tempos remotos. Na Grécia Antiga se conheciam e se manifestavam fenômenos e características da luz tais como a reflexão, a refração e o caráter retilíneo de sua propagação. Não é de se estranhar, então, que se perguntaram – o que é a luz? E que a estabeleceram como exigência de conhecimento mais profundo. Os gregos primeiro e os árabes depois, sustentaram que a luz é uma emanação do olho que se projeta sobre o objeto, se reflete nele e produz a visão. O olho seria o emissor e, por sua vez, o receptor dos raios luminosos.

A partir dessa primeira explicação conhecida, o desenvolvimento das idéias sobre a natureza da luz, constitui um exemplo de como evoluem as teorias e os modelos científicos à medida que, por um lado, se consolida o conceito de ciência e, por outro, se obtêm novos dados experimentais que põem à prova as idéias disponíveis.

Isaac Newton (1642-1727) se interessou vivamente pelos fenômenos associados à luz e às cores. Em meados do século XVII, propôs uma teoria ou modelo acerca do que é a luz, cuja aceitação se estenderia durante um longo período de tempo.

A luz, em relação com o Natal, tem outras conotações muito distintas às anteriormente expostas, pois se diz que o 25 de dezembro é o primeiro dia em que o eixo da terra começa a caminhar para o ponto de maior iluminação no hemisfério norte. Entre os romanos havia um deus bifronte, ou de duas faces, Jano, que o catolicismo mudou para João, e como se dispõe de dois “Joãos”, o Batista e o Evangelista, um se colocou no princípio do verão e outro no princípio do inverno, isto é, no primeiro dia em que a terra foi para a obscuridade e no primeiro dia em que a terra foi para a luz. Desta forma, Jano segue olhando com uma face para a luz e com a outra para a obscuridade.

Muitos avatares nascem aos 25 de dezembro e ainda que sua data de nascimento não coincida com esta, de alguma forma, se a assume como símbolo da luz. Mas, além disso, a vibração mística do Cristo Cósmico, também pode se considerar como luz prístina que invade a mente e corações dos habitantes da terra, impregnando-os com uma alegria especial que se respira no ambiente.

Em alguns templos se realizam cerimônias que recordem que a união de corações e mentes irradia mais luz que a cada um de nós em forma independente possa projetar. Por isso, a frase “acrescentarei minha luz à sua” sempre estará vigente, pois a luz de várias velas juntas produz maior iluminação que a que poderia dar cada uma delas separadamente. Cada vela, em si mesma, não dá mais luz isolada ou junto à outra, entretanto, ao unir uma com a outra há uma maior radiação de energia por incrementar a refração.

Em outros templos se realiza a cerimônia de JEOSHVAH perto de 25 de dezembro, para invocar as vibrações do Cristo Cósmico, as quais renovarão o templo para outro exercício anual.

Este exercício se pode fazer tanto individual como em grupo. Pode-se acender uma vela e se for em grupo que ela seja o ponto central da reunião. A vela ou velas serão brancas. Cada assistente terá uma vela apagada. Ao final, um dos presentes acende sua vela na vela central e com ela dará a luz a vela do seu lado e, assim, sucessivamente, até que todos saiam em procissão do local, mas isto é só no final, quer dizer, só depois da meditação.

Meditação

Sentem-se relaxados e em posição confortável. A coluna e o pescoço retos, os pés bem assentados no chão, as pernas separadas, as mãos com as palmas para baixo sobre as coxas próximas das rótulas dos joelhos e os olhos fechados. Respirem três vezes lenta e profundamente pelo nariz, sem retenção do ar. Quando estiverem relaxados invoques o nome de Jesus em hebraico por oito vezes (a pronúncia é: YEJOSHUAHJ), recebam o fluxo de luz em silêncio. Visualizarão uma luz branca que como uma ducha descende sobre vocês e lhes preenchem de energia, depois de um minuto parem de visualizar e fiquem receptivos (as) por uns 3 minutos. Em seguida, respirem profundamente e voltem suavemente à consciência objetiva. Neste ponto é que acenderão suas velas na vela central e deixarão o ambiente onde estão.

Que la Luz del Cristo Cósmico brille en todos los corazones de la humanidad. ¡Que así sea!

(Adrián Pérez de Vera - dezembro/09)